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27/11/2018 | Agência Senado

Nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek será inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

O Senado aprovou nesta terça-feira (27) o projeto de lei (PLC 122/2017) que inscreve o nome do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, localizado dentro do Panteão da Pátria, em Brasília. Entre os legados do político mineiro, está a transferência da capital do país com a construção de Brasília. O projeto segue para sanção presidencial.

O relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), manifestou voto favorável à aprovação da matéria na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e destacou que Juscelino Kubitschek foi um dos maiores estadistas da história do Brasil. O senador explicou que o projeto é de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), afilhado do ex-presidente.

Livro dos Heróis

Quem tem o nome inscrito no livro ganha o status de herói nacional. Com páginas de aço, o livro fica guardado no Panteão da Pátria e Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, na capital federal. Toda vez que um novo nome é gravado nas laudas de metal do livro juntamente com a respectiva biografia, uma cerimônia in memoriam ao homenageado é realizada.

O primeiro nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi o de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Também já foram homenageados Zumbi dos Palmares, Dom Pedro I, Santos Dumont, Villa-Lobos, Anita Garibaldi e Ana Néri, entre outros.

Biografia

Nascido em 1902, em Diamantina (MG), Juscelino Kubitschek formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Em 1930, viajou para a Europa, onde se especializou em urologia. De volta ao Brasil, tornou-se médico da Polícia Militar de Minas Gerais, quando participou da Revolução Constitucionalista de 1932, começando assim sua vida política.

Sua atuação foi marcada pela defesa da democracia e pelas propostas e ações arrojadas e modernizadoras. Foi deputado federal, prefeito de Belo Horizonte, deputado constituinte e governador de Minas Gerais. Em 1955, foi eleito presidente da República, com um discurso desenvolvimentista e um audacioso “Programa de Metas” com o lema “Cinquenta Anos em Cinco”

Em 21 de abril de 1960, conseguiu realizar o antigo plano de transferir a capital federal para o Planalto Central do país. Brasília é considerada hoje uma das mais relevantes obras da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.

Eleito Senador da República em 1962, JK teve os seus direitos políticos cassados pela ditadura militar em 1964. Ele morreu em 22 de agosto de 1976, em um acidente automobilístico na via Dutra, perto da cidade de Resende (RJ).

- Considerado um dos políticos mais importantes do Brasil, JK é até hoje lembrado e amado pelo nosso povo. É justa e meritória a iniciativa. A construção de Brasília foi um dos fatos mais importantes da história brasileira e da política de JK em seu mandato de cinco anos como presidente, sendo uma das maiores obras do século 20. JK é admirado pela população brasileira como visionário empreendedor, que concretizou seus planos em grandes obras, dando sequência ao processo de modernização do país, iniciado por Getúlio Vargas – afirmou o senador Hélio José durante a sessão deliberativa do Plenário.