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08/10/2017 | Jornal O Globo

Projeto de lei prevê incentivo a fábricas menores

Por Eduardo Zobaran

RIO - Relator do projeto que, a partir de 1º de janeiro, colocará microcervejarias no Simples Nacional, fazendo impostos caírem de 60% para 32% para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano, o deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) tem um novo alvo: classificar as fábricas por volume de produção para criar uma padronização federal de exigências para instalação. 

Menor das fábricas, os brewpubs são os que enfrentam as maiores barreiras pelo país, embora avancem em algumas cidades, como São Paulo. Com tamanho comparado a padarias, essas fábricas têm um bar sob o mesmo teto e vendem a maior parte da produção no mesmo local, sem intermediário.

— A legislação é concebida para as grandes corporações. Há necessidade de ajuste para que os pequenos empreendedores, que geram menor impacto, possam ter um tratamento facilitado — afirma o deputado.

Entidade que reúne os produtores de cerveja, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) acredita que o atual número de 650 fábricas pode ter novo salto.

— Teremos uma explosão de brewpubs. O investimento é menor, a tributação também será porque ele vai entrar no Simples, e não se paga substituição tributária já que a venda é feita direta para o consumidor — aposta Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e sócio da cervejaria Blumenau, em Santa Catarina.

 

Marcas de cerveja investem na criação de bares próprios

Por Bruno Rosa

RIO - Na mesa do bar. Essa é a nova estratégia das pequenas e médias cervejarias do Rio para enfrentar a concorrência crescente no setor e elevar a receita em tempos de crise. As companhias estão investindo na abertura de bares próprios para vender seus rótulos diretamente ao consumidor.

De acordo com especialistas, o movimento tem ajudado a elevar a produção em até 60%. Fernando Blower, diretor do SindRio (sindicato de bares e restaurantes do Rio), lembra que a abertura de novos espaços ajuda a reforçar o ambiente gastronômico no Rio. Para consultores, a estratégia das microcervejarias pode despertar o interesse de gigantes como Ambev, Heineken e Itaipava.

— Em um mercado onde a concorrência é crescente, as empresas estão buscando formas de se diferenciar. A estratégia é elevar as vendas e reforçar o marketing em torno de seus rótulos — disse Blower.

A Brewsil abriu seu primeiro espaço em Botafogo há dois meses e já se prepara para elevar a produção, hoje de três mil litros por mês, em 50% para atender a demanda. Para Lucca Soraggi, diretor-executivo da empresa, o investimento é uma evolução da venda em food trucks:

— O bar vai consumir 70% de produção. É uma forma que encontramos de aumentar a experimentação da marca e gerar mais negócios.