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21/06/2018 | Jornal O Globo

Recreio terá câmeras de vigilância em postes da Light até o fim de junho

Por Darlan Azevedo

RIO — Até o fim do mês será inaugurado um sistema de vigilância por câmeras na área do 31º BPM (Recreio), projeto acalentado desde 2014. O anúncio foi feito na sexta-feira passada pelo porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, num painel sobre segurança realizado durante a Feira do Síndico, no Vogue Square. Ele também afirmou que a situação financeira da Polícia Militar está melhor, após um período de poucos investimentos que resultou em menos carros e policiais nas ruas.

— A área de segurança demanda investimentos constantes. A PM está fazendo economia própria e hoje já estamos recolocando viaturas nas ruas e otimizando nosso monitoramento — disse o major.

As câmeras serão instaladas em postes da Light. A implantação do sistema foi tema de uma emenda parlamentar do deputado federal Otavio Leite (PSDB) em março de 2014. A proposta destinava R$ 300 mil para a Secretaria estadual de Segurança instalar 30 câmeras em ruas do Recreio. Presente à Feira do Síndico, Otavio Leite comemorou o anúncio.

Foram quatros anos para conseguir inúmeras licenças burocráticas. Esse projeto é importante para a segurança do bairro porque responde na prática às demandas dos moradores — afirmou.

No evento, o major falou também sobre o fim da UPP da Cidade de Deus, anunciado três dias antes por ele próprio em outro evento. Segundo Blaz, a última Unidade de Polícia Pacificadora ainda em operação na Zona Oeste seria oficialmente desativada esta semana. A comunidade passará a ter uma companhia destacada, submetida ao 18º BPM (Jacarepaguá), focada em operações de enfrentamento do crime.

— Com esse efetivo (da UPP da Cidade de Deus), poderemos criar companhias em áreas como Bateau Mouche, Chacrinha e Ipase (na Praça Seca). Nossa preocupação é redistribuir os agentes e retomar os espaços cedidos para a criminalidade recentemente — frisou o major.

Representantes de condomínios de Barra, Recreio e bairros vizinhos que estiveram presentes ao evento discutiram estratégias para reduzir os índices de violência na região. Muitos reivindicaram maior diálogo com os agentes públicos. A moradora do condomínio La Playa, Denise Bauerfeldt, diz que uma integração maior ajudaria a reduzir a violência.

— É preciso que todos os condomínios usem ferramentas digitais para ajudar a polícia com informações. Assim, será possível coibir mais delitos ou, pelo menos, alertar a vizinhança — defendeu Denise.